O vice-primeiro-ministro afirmou esta sexta-feira não ser «razoável» o anúncio de greve de 10 dias dos pilotos da TAP nem «aceitável» que um grupo de pessoas «capture» uma empresa inteira e apelou ao «patriotismo» contra a medida de protesto.

Em Braga, à margem de uma visita ao Fórum Internacional Comunidades Inteligentes e sustentáveis, Paulo Portas alertou ainda para as consequências que uma greve de 10 dias no mesmo mês pode ter para a transportadora portuguesa afirmando que a ser cumprido irá «prejudicar seriamente» o turismo e a «marca» TAP.

«Não é aceitável haver um grupo de pessoas que captura uma empresa inteira e que pode levar a consequências que são péssimas para a marca da TAP.»


Para o número dois do Governo, «marcar uma greve de 10 dias num só mês não é aceitável, não é razoável, é prejudicar seriamente o turismo e prejudicar seriamente a marca da TAP».

Por isso, o vice-primeiro-ministro deixou um pedido aos sindicatos e pilotos.

«Eu faço um apelo de patriotismo. Não se fazem greves num setor estratégico como este de 10 dias num mês.»

 

Coligação? «Quando houver novidade tê-las-ão»


O líder do CDS-PP escusou-se a esclarecer se haverá coligação com o PSD nas eleições legislativas dizendo que ambos os partidos conseguiram um «entendimento» sobre «políticas substantivas» e que agora é tempo de conversar sobre matérias de «natureza partidária».

«Feito um entendimento sobre políticas substantivas, eu acho que chegou agora o tempo de conversar sobre matérias de natureza partidária.»


O «entendimento» a que o também vice-primeiro ministro se referia diz respeito à sobretaxa sobre o IRS que, segundo Portas, o Governo foi «obrigado» a tomar e a outras políticas governamentais desde que tomou posse em 2011.

«Os dois partidos que fazem parte de uma coligação foram capazes de chegar a entendimento sobre aquilo que são políticas, ou seja, assim como tiramos o país do ciclo da troika, somos capazes de tirar o país do chamado procedimento por défice excessivo.»

«É muito importante que a medida mais injusta que este Governo foi chamado a tomar, depois da decisão do Tribunal Constitucional, que foi a sobretaxa de 3.5% que se aplica tanto a trabalhadores como a reformados e que era muito injusta, que este Governo tenha a honra e a honestidade de dizer a Bruxelas que vamos, faseadamente, retirar a sobretaxa, porque ela não veio para ficar.»


Esta sexta-feira, o líder do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, adiantou que «muito antes do verão» os dois partidos da coligação deverão esclarecer se concorrem ou não coligados às próximas eleições, lembrando, também, que a experiência comum dos dois partidos no Governo foi «positiva».

Sobre questões de timing, Portas não apontou datas.

«Para não me estar a perguntar todos os dias sobre essa matéria e eu lhe dar uma resposta que pareça que eu não estou a responder eu digo-lhe uma coisa muito simples, quando houver novidades tê-las-ão.»