O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse esta segunda-feira que o socialista António Costa reconheceu ter sido «feito um trabalho» para que os juros pagos por Portugal devido ao «medonho» resgate financeiro, pedido pelo PS, estivessem hoje mais baixos.

«Ele reconhece que os juros que Portugal paga por causa daquele resgate medonho a que nós fomos obrigados em 2011 estão hoje sensivelmente mais baixos, felizmente muito mais baixos», afirmou aos jornalistas, no Funchal, à margem de uma iniciativa da candidatura do CDS às eleições madeirenses de 29 de março.

No domingo, numa ação de campanha de apoio à coligação Mudança, encabeçada pelo PS, o secretário-geral socialista afirmou «não fazer sentido” que a República não reduza as taxas de juro do empréstimo de 1.500 milhões de euros que concedeu à Madeira, defendendo a revisão do programa de ajustamento celebrado com a região. António Costa salientou que o PS já apresentou uma proposta no parlamento para que a Madeira possa “beneficiar da redução das taxas de juro de que a República está a beneficiar”.

«António Costa disse uma coisa que é verdade. Lembro-me do dia em que os juros portugueses estavam a 12%, agora estão a 1,5%. Há uma grande diferença e o trabalho deve-se aos portugueses, que com muito bom senso e sacrifício tiraram o país daquele pesadelo que foi o vexame do resgate pedido em 2011 pelo Governo socialista», insistiu o também vice-primeiro-ministro, que sublinhou estar na Madeira «em termos partidários».

Sobre a possibilidade de revisão dos juros do empréstimo da região, Paulo Portas declarou tratar-se de «uma questão que seguirá os seus critérios próprios» e que o CDS estará ao lado de quem quiser defender a Madeira.

O líder do CDS-PP lamentou a «dupla dívida» que afetou os madeirenses, devido aos programas de apoio financeiro a nível nacional e também regional, e defendeu “uma oportunidade” para o partido nas eleições de 29 de março, depois de quase 40 anos de maiorias absolutas do PSD.