O presidente do CDS, Paulo Portas, transmitiu hoje, na sua mensagem de «Ano Bom», a sua disposição «inequívoca e empenhada» para renovar a maioria PSD/CDS.

«A minha disposição para vencer o combate de 2015 e renovar a maioria é inequívoca e empenhada. Faremos, no CDS, o nosso trabalho de casa, abrindo o partido e investindo em ideias e soluções para um país que, no próximo mandato, felizmente, já não será governado em estado de exceção», refere o político.

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O presidente do CDS defendeu que Portugal melhorou em 2014 e que 2015 tem condições para ser o melhor ano de crescimento económico desde 2010.

Na sua mensagem de «Ano Bom», Paulo Portas fala de 2014 e 2015 «com humildade», já que há em Portugal «sofrimento que ainda persiste», e com «convicção», pois o país «avançou em 2014, porque recuperou uma parcela da sua liberdade enquanto Nação e da sua soberania enquanto Estado, e pode avançar mais em 2015, na partilha dos frutos do crescimento».

«2015 tem condições para ser o melhor ano em termos de crescimento económico desde 2010. Isso é decisivo para continuar a progressiva redução do desemprego», salientou o presidente do CDS.

Acerca do passado, Paulo Portas salienta que os centristas sabem «o que custou ao país um governo irresponsável».

Entre maio de 2011 e maio de 2014, «fomos vexatoriamente atirados para uma espécie de protetorado. Na prática, tivemos um cogoverno com os credores, assente um programa excecional, chamado memorando», recordou, realçando que «o CDS não faz parte dos que conduziram o país ao precipício, chamaram a 'troika' ou negociaram o memorando», tendo sido «chamado de urgência», com os parceiros de Governo.

«Nem pensar em repetir a dose, pedir mais dinheiro ou ficar mais tempo – mesmo sob forma cautelar – nas mãos de entidades externas. Basta olhar para o caso da Grécia para perceber que estávamos certos», apontou o presidente do CDS.

Aliás, os portugueses «são um povo maduro e não permitirão o regresso da irresponsabilidade. Cumpriremos os nossos compromissos», insistiu o líder centrista.

Para Paulo Portas, 2014 termina melhor do que 2013 e, «sem euforias descabidas, mas também sem cinismos», lista um conjunto de «factos que o revelam», começando pelo crescimento da economia, de 1,1% até ao terceiro trimestre, seguindo para o desemprego de 13,4% (contra 15,4%), a subida de 3,7% do investimento ou de 2,8% nas exportações.

No próximo ano, segundo Paulo Portas, vão sentir-se os efeitos do fim da excecionalidade, e os esforços devem centrar-se nas políticas económicas e de emprego.

«Um país com a nossa dívida não pode voltar ao passado que a gerou. O fim do que é excecional não significa o regresso ao que é irresponsável. Significa, o que é bem diferente, uma política gradual e sustentável de recuperação do crescimento e dos rendimentos, sem concessões a um despesismo que praticamente nos arruinou», alertou.

Em 2015, os trabalhadores com rendimentos mais vulneráveis, «terão mais rendimento disponível», referiu ainda o político, os reformados e aposentados «terão um ano consideravelmente melhor», os trabalhadores do Estado «terão também uma recuperação salarial», e as famílias com filhos podem usufruir de um decréscimo do IRS.