O líder democrata-cristão e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, garantiu este sábado que «não será pelo CDS-PP que se criarão dificuldades ou demoras» ao diálogo com o PSD «com vista ao futuro», mas disse que não se deve ter pressa.

«Não será pelo CDS que se criarão dificuldades ou demoras ao diálogo responsável entre os dois partidos com vista ao futuro. É o que chega e é o que basta. Sou eu que o digo e não é através de rumores, é com a minha cara e com a minha voz», afirmou.

Numa declaração aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, Paulo Portas considerou que tem havido «demasiados rumores» sobre se CDS-PP e PSD, parceiros de coligação governamental, devem ou não concorrer coligados às eleições legislativas de 2015.

Propondo-se «fazer um ponto de ordem» para acabar com a «rumorologia», Portas identificou «dois parâmetros» na questão «de saber quando é que se deve decidir se há uma aliança nas eleições» de 2015.

Em primeiro lugar, disse, «não se deve ter pressa em demasia» porque isso revela «uma coisa que não é boa, ansiedade». Por outro lado, acrescentou, «não se deve demorar em excesso» porque «na vida e na política há o momento certo».

Paulo Portas disse depois acreditar que «o centro-direita pode e deve vencer as eleições em 2015» e reiterou que «o normal» é que se realizem no prazo «normal, legal e constitucional», ou seja, no outono do próximo ano.

Portas falava no final da reunião da Comissão Política do CDS-PP, que se reuniu este sábado, durante três horas, para analisar o Orçamento do Estado para 2015 e marcar o próximo Conselho Nacional.