O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP, Paulo Portas, acusou esta segunda-feira o PS de querer deliberadamente «confundir as pessoas» ao equivaler um programa cautelar a um segundo resgate, considerando tratar-se de «desinformação pura».

«Impressiona-me que o maior partido da oposição queira confundir um eventual programa cautelar com um segundo resgate, é desinformação pura e dura. Programa cautelar é o que pode vir a ter a Irlanda, segundo resgate é o que teve a Grécia. Se António José Seguro não percebe a diferença, creio que a maioria esmagadora dos portugueses percebe», argumentou.

Na abertura das jornadas parlamentares conjuntas do PSD e CDS-PP, no Parlamento, Portas frisou que «uma sucessão de empréstimos seria uma sucessão de dependências».

Numa intervenção em que se referiu por diversas vezes ao «centro político» e à importância de a maioria PSD/CDS-PP «não renunciar« a essa área política, Portas defendeu que a «maioria dos portugueses quer que Portugal seja bem-sucedido na superação desta dificuldade excecional, quer que os esforços valham a pena».

«Isto é compatível com o que o Presidente da República tem chamado a fadiga da austeridade, que é natural ao fim deste tempo, ou com o que o professor Adriano Moreira chamou de fadiga tributária, que também é normal nas circunstâncias que estamos a viver», observou.