"O PS põe a dívida 10 pontos acima do que o Governo entregou em Bruxelas", disse.






"Tenho uma relação com ela que é diária, é muito boa e até bem-disposta, devo dizer", respondeu, quando foi interrogado sobre se foi surpreendido pela capacidade política da ministra das Finanças.


vi-me forçado a tomar uma atitude que foi um pedido de demissão

"Tenho confiança em Pedro Passos Coelho e tenho confiança que a política que nós desenvolvemos permitiu a Portugal escolher mais quatro anos com mais confiança e mais esperança. Acho que há um risco de voltar atrás", afirmou, referindo-se na última consideração ao PS.


Sobre os "receios em relação ao PS", afirmou que aquele partido "não fez até hoje nenhuma revisão crítica sobre o que aconteceu em 2011" e que António Costa não se dirigiu após as eleições primárias à classe média para dizer "com toda a franqueza, com toda a humildade" que os socialistas cometeram erros e aprenderam com eles e não os repetirão "em matéria de défice e de dívida".

"Como não o fez, de cada vez que o PS dispara a despesa ou diminui a receita, as pessoas no seu consciente ou no seu inconsciente veem o PS de 2011", argumentou, dizendo que vê "o PS a disparar outra vez o défice e a dívida".


De acordo com Portas, esta posição dos socialistas corre "o risco de esbarrar com as regras europeias, um risco perda de confiança e de competitividade da economia e, portanto, de perda de investimento".

Paulo Portas aponta a posição do secretário-geral do PS sobre a Grécia, criticando António Costa por não fazer a "fronteira entre socialismo democrático e extrema-esquerda radical e extremista", tendo reclamado a vitória do Syriza como "um impulso".

"Portugal não tem nenhum interesse em estar a associar a sua situação à da Grécia, porque é completamente diferente", disse.


O vice-primeiro-ministro acusa ainda António Costa de quer "devolver tudo praticamente num abrir e fechar de olhos", seja a sobretaxa de IRS ou os salários da Função Pública, o que cria problemas a Portugal pelo facto de estar no euro.

"Se défice vai outra vez para cima de 3% como PS propõe fazer, isso significa que em Bruxelas lhe dirão que terá de cortar a despesa porque não pode fazer medidas de reposição ou recuperação se descontrolar o défice", argumentou.

Portas disse chegar ao final da legislatura "com sentido de missão cumprida" porque olhou para uma "circunstância de emergência nacional" de um país que "caiu em bancarrota em 2011".

"A minha primeira missão era acabar com o protetorado", declarou.


“Os desempregados não são números, são pessoas”


“Pessoas em volta das quais existe família. (…) As pessoas devem ser o centro das nossas preocupações”, afirmou.






"E eu não recomendaria a nenhum líder político que desprezasse ou menorizasse o facto de 175 mil pessoas terem tido uma oportunidade de trabalho. Eu responsabilizo quem trouxe o resgate, o memorando e a recessão a Portugal, por aquilo que aconteceu do ponto de vista do desemprego", afirmou Paulo Portas.


"Do ponto de vista estatístico, e os critérios não se alteraram, a única coisa que é relevante é que o desemprego, que chegou a estar 17,5%, está neste momento na casa dos 13%", afirmou, ressalvando que "os desempregados não são números" e que é preciso "humanizar, com muita sensibilidade, esta discussão e fazê-la rigorosamente".


"Há um lado nesta matéria que é puramente estatístico e há um lado que é a verdadeira a pergunta: qual é a tendência do desemprego em Portugal? É esta que interessa aos 13% que ainda estão no desemprego e que ainda não encontraram um posto de trabalho", disse.


“O resgate tem origem na dívida e na responsabilidade da dívida. Os jovens nem sequer autorizaram a dívida. É uma geração apanhada com enorme violência por um resgate que não merecia”.





não vão ouvir falar da troika

“Nos próximos quatro anos não vamos ouvir falar de troika, vamos ouvir falar de Portugal”, afirmou Paulo Portas, acrescentando que “ninguém sonha o que é governar um país sem reservas”.


“prioridade absoluta é eliminar a sobretaxa [de IRS]"

Sucessão no CDS-PP “não está aberta”



"Sou candidato, com o primeiro-ministro, que é o líder da coligação, a um mandato em que o centro-direita, dois partidos moderados, pretendem dar a Portugal uma maioria duradoura. Estou a lutar por ganhar e a lutar por merecer uma maioria para que o país não tenha sarilhos nem problemas", afirmou Paulo Portas.


"O CDS tem hoje em dia, a meu ver, entre os 35 e os 45 anos, mulheres e homens políticos de muito boa qualidade", afirmou.






Portas reiterou sobre a sucessão: "Não está aberta, não foi aberta por ninguém, estou aqui para exercer o mandato a que me candidato, e acho que o CDS tem muita gente boa lá dentro", declarou.


"O compromisso que tenho é com o PSD, não vou estar com certeza a falar de cenários, como o primeiro-ministro não falou e a meu ver muitíssimo bem", declarou.