O membro do conselho nacional do CDS/PP Filipe Anacoreta Correia afirmou, nesta segunda-feira, que a decisão de Paulo Portas de não se recandidatar à liderança do partido “revela uma grande maturidade política” e deve ser respeitada.

“Mais uma vez Paulo Portas revela uma grande maturidade política. Faz isto, com certeza, porque compreende que é um momento pessoal, mas também porque entende que isso vai ao encontro do interesse do país e do partido”, afirmou Filipe Anacoreta Correia, em declarações  à agência Lusa .

“Essa noção de saber sair que é tão rara na política não pode deixar de ser vista como um elogio a Paulo Portas”, acrescentou Filipe Anacoreta Correia, líder da tendência Alternativa e Responsabilidade, cuja lista teve mais de 16% no último congresso do CDS/PP.

Questionado se vai candidatar-se à liderança do partido, Filipe Anacoreta Correia disse que “é cedo” para falar sobre o assunto e considerou que o atual momento “deve ser visto como uma oportunidade no partido”.

“Acho que os portugueses pedem de facto alguma renovação e acho que o partido deve encarar este momento como uma oportunidade de crescimento, de amadurecimento e no partido vamos encontrar soluções”, disse, salientando que vai estar empenhado no processo e participar no debate interno que se vai iniciar.

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, comunicou hoje à comissão política nacional centrista que não se recandidatará à liderança do partido, disseram à Lusa fontes centristas.

Paulo Portas comunicou a sua decisão à comissão política do CDS-PP, que está reunida desde cerca das 21:00, na sede do partido em Lisboa, numa reunião que antecede o Conselho Nacional de dia 7 de janeiro.

O Conselho Nacional, órgão máximo entre congressos, reunirá para marcar a reunião magna centrista, que será eletiva da liderança do partido em 2016.

Paulo Portas é o líder partidário há mais tempo em funções. A liderança de Paulo Portas no CDS-PP começou em 1998 no Congresso de Braga. Desde então, só esteve dois anos fora da direção centrista, o período entre 2005 e 2007, na presidência de José Ribeiro e Castro.