O presidente do CDS afirmou na sexta-feira que o Secretário-geral do PS «fez o que se deve fazer» quando se está a falar para estrangeiros, e se quer transmitir uma mensagem de confiança no país.

«Eu acho que o Dr. António Costa fez o que se deve fazer quando se está a falar para estrangeiros. Acho que se defende o país, e se puxa pelo que o país tem de melhor. Porventura, a única diferença entre mim e o Dr. António Costa é que eu acho que aquilo que ele disse é verdade», afirmou Paulo Portas aos jornalistas quando questionado se faria o mesmo discurso caso estivesse na oposição.

O líder do CDS, que falava em Ponte de Lima, à margem de um jantar que assinalou os 40 anos do partido e a tomada de posse da estrutura partidária local, referia-se à intervenção de António Costa aquando das comemorações do novo ano chinês, na semana passada, no Casino da Póvoa de Varzim.

«O país venceu uma etapa muito difícil, o país superou uma crise muito dolorosa. O país tem hoje crescimento, tem hoje investimento, o país teve recorde nas exportações, o desemprego está a descer constantemente. Isso são sinais bons. Acho que ele o reconheceu. Acho que o que ele disse é verdade», referiu, citado pela Lusa.

Confrontado com os resultados de uma sondagem da estação de televisão SIC, que aponta para um empate técnico entre o PS, o PSD e o CDS coligados, Paulo Portas afirmou que «as eleições ainda vêm longe».

«Eu sou muito prudente quando falo de sondagens porque, como vocês sabem, sobrevivi a muitas. A única coisa que eu acho é que há uma perceção por parte dos cidadãos que as coisas estão a melhorar passo a passo», frisou.

Apontou como exemplos o crescimento económico, a diminuição da taxa do desemprego, as exportações «que voltaram a bater um recorde», e o investimento que «cresceu em 2014 ao nível mais elevado desde 1999».

«Se as pessoas compararem bem a situação de 2011 com aquela que temos em 2015 objetivamente o país deu a volta, superou uma crise muito difícil, recuperou a sua autonomia, está agora com crescimento. As exportações voltaram a crescer, o desemprego está a descer, o investimento está a dar sinais de vida. São sinais importantes de que, se nós não fizermos erros, estamos a criar um país com a possibilidade de com crescimento repartir melhor os frutos desse crescimento», sublinhou.

Para Paulo Portas «as pessoas reconhecem isso, apesar das enormes dificuldades e sacrifícios que fizeram».

«Há mais confiança tanto dos empresários como dos consumidores. Isso cria um clima mais positivo, uma atitude com mais esperança. Puxar pelo que temos de melhor, puxar pelo que temos de positivo e, acho que isso também terá uma tradução na vontade dos cidadãos», referiu.