A preparação do Orçamento do Estado para 2014 «tem vindo a ser trabalhada» mas não esteve na agenda da reunião de hoje do Conselho de Ministros, que foi presidida pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, adiantou o ministro da Presidência.

Na conferência de imprensa realizada no final do Conselho de Ministros, em que esteve acompanhado pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, e pelo secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, Luís Marques Guedes disse que os temas da reforma do Estado e do Orçamento «não estiveram na agenda da reunião».

O governante referiu que a discussão do Orçamento tem ocorrido «em vários Conselhos de Ministros e esteve [em discussão] na semana passada», mas «não esteve hoje».

Marques Guedes observou que o processo de discussão e preparação do Orçamento «não está fechado», até porque o « timing de apresentação é na segunda quinzena de outubro», frisando contudo que é «um trabalho bastante exigente que tem vindo a ser e continuará a ser prosseguido».

Questionado pelos jornalistas, o ministro da Presidência adiantou ainda que a reunião semanal do Conselho de Ministros foi presidida pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

Perante várias perguntas dos jornalistas sobre outros temas - como as contas do Serviço Nacional de Saúde, a abertura da urgência noturna de Lisboa ou o ambiente no Ministério das Finanças após a demissão de Joaquim Pais Jorge - Marques Guedes advertiu para a função das conferências de imprensa após o Conselho de Ministros.

«Isto não é uma conferência de imprensa sobre assuntos vários, isto é o briefing do Conselho de Ministros», afirmou, acrescentando que «haverá certamente oportunidade para noutros locais se falarem desses assuntos».

Tanto Paulo Macedo como Manuel Rodrigues responderam, no entanto, às perguntas colocadas.

Confrontado com números do Tribunal de Contas que apontam para um défice 36% superior ao identificado pela tutela, Paulo Macedo disse estar «muito à vontade» para discutir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde porque «foi o Governo que lançou o tema».

«São medidas como as que hoje apresentamos que trazem maior concorrência, menores custos para o Estado e para os cidadãos, com maior eficiência (...) que levarão a que essa sustentabilidade exista», sustentou.

O ministro da Saúde disse ainda que a urgência noturna metropolitana de Lisboa irá abrir «de forma faseada, tranquila, em setembro, à semelhança do que existe há mais de cinco anos no Porto».

Já Manuel Rodrigues afirmou que o Ministério das Finanças «está a funcionar com total normalidade».