O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje à Lusa que os centristas só se pronunciarão sobre as eleições presidenciais após as legislativas, que são a prioridade do partido, recusando a confusão dos dois planos.

"O CDS só se pronunciará sobre as eleições presidenciais após as legislativas. Esta é a nossa prioridade. E não me parece judicioso, nem para as legislativas nem para as presidenciais, a confusão entre os dois planos", afirmou o líder centrista e vice-primeiro-ministro.


O Conselho Nacional do CDS-PP reuniu-se na noite de sexta-feira em Lisboa, tal como o PSD reuniu o seu órgão máximo entre congressos, aprovando os centristas um documento que desenvolvia as linhas de orientação para o programa eleitoral, que inclui a criação de um programa de desenvolvimento social.

"A parte de desenvolvimento social do programa será uma das mais relevantes. Não nos resignamos com os índices de pobreza, é uma área em que o PSD e o CDS estão a trabalhar para dar as respostas que são precisas", disse Portas à Lusa.


Esse documento foi aprovado por mais de 140 de votos a favor e duas abstenções. O Conselho Nacional aprovou ainda por unanimidade a coligação CDS-PP/PPM para as legislativas nos Açores.

 

Portas sublinha nova absolvição no caso Portucale


O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, referiu-se hoje à absolvição, pelo Tribunal da Relação, dos funcionários e antigos dirigentes do partido no caso Portucale, confirmando a decisão da primeira instância.

Segundo relatos da reunião do Conselho Nacional do CDS-PP feitos à Lusa, na sexta-feira à noite, o líder centrista sublinhou que os funcionários do partido e os seus dirigentes de época foram mais uma vez absolvidos no processo Portucale por acórdão da relação de Lisboa.

Paulo Portas aludiu ao "direito ao bom nome" daqueles funcionários e antigos dirigentes, assinalando que a comunicação social quase não mencionou a sentença.

No dia 12 de abril de 2012, os 11 arguidos do caso Portucale, ligado ao abate de sobreiros para a construção de um empreendimento imobiliário e turístico em Benavente, tinham já sido absolvidos de todos os crimes de que estavam acusados, mas o Ministério Público recorreu.

O Tribunal da Relação pronunciou-se agora sobre este recurso, confirmando a decisão da primeira instância.

O caso Portucale tinha como principal arguido o empresário e ex-dirigente do CDS-PP Abel Pinheiro e relaciona-se com o abate de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, em Benavente, para a construção de um projeto turístico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo (GES), por força de um despacho conjunto dos ministros do então Governo PSD/CDS Nobre Guedes (Ambiente), Telmo Correia (Turismo) e Costa Neves (Agricultura).