O líder do CDS-PP defendeu esta terça-feira que o próximo Governo deve rever o estatuto remuneratório das forças de segurança visando o aumento dos salários. Paulo Portas disse também que o próximo Executivo deve garantir concursos anuais para a entrada de efectivos.

Em conferência de imprensa, Paulo Portas apresentou um pacote de medidas que visam combater o aumento da criminalidade, face aos números já conhecidos do relatório anual de Segurança Interna, ainda não divulgado oficialmente. O relatório aponta para uma subida de10,7% dos crimes violentos e 7,5% da criminalidade geral.

Do que conta a Lusa, o líder democrata-cristão defendeu que «a próxima legislatura deve iniciar-se com uma revisão do estatuto remuneratório das forças de segurança». Paulo Portas frisou que hoje um agente principal da PSP recebe 1035 euros, sem descontos, e que a PSP é «a força menos bem paga».

Com o «PS e o PSD atados de pés e mãos» ao Pacto da Justiça, e a «extrema-esquerda a querer que a polícia ande desarmada nas ruas», o líder do CDS-PP argumentou que «as pessoas viram-se» para quem «fala sem complexos» nas questões de segurança.

A apresentação do «plano alternativo» à estratégia do Governo, com medidas de âmbito operacional e de política social, decorreu em Almada, Setúbal. Este é um distrito em que «todos os dias há assaltos», em que «todos os dias as lojas são roubadas, frisou o líder democrata-cristão, criticando a «completa incompetência do Governo» em matéria de Segurança.

Para além de medidas que visam a motivação das forças de segurança, o líder do CDS-PP defendeu que o próximo Governo deve garantir a realização de concursos anuais para a entrada de efectivos e que, ainda na presente legislatura, deve promover a entrada de 200 novos inspectores da Polícia Judiciária.

Para o CDS-PP, só para «repor perdas e recuperar a capacidade de segurança nas áreas metropolitanas seriam necessários mais 4200 efectivos» para a PSP, GNR e PJ.

Questionado sobre o impacto das medidas na despesa pública, Paulo Portas defendeu que «a despesa em Segurança é investimento» e é uma prioridade.