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Irão está a fazer um «desvio do seu programa nuclear civil»

Paulo Portas defende decisão da União Europeia

Por: tvi24 / PP  |  23- 1- 2012  14: 34

Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Parlamento 6 Jan 2012

O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou esta segunda-feira que a adopção de novas sanções da União Europeia (UE) contra o Irão tem por objectivo persuadir o país a dirigir o programa nuclear para «finalidades aceitáveis».

«Não há nada que prejudique mais a credibilidade da UE no exterior do que anunciar sanções e depois não ser capaz de tomar as decisões. Prometer sanções e depois prolongar a sua execução. Felizmente atingiu-se um consenso e há um reforço do regime sancionatório», disse Paulo Portas aos jornalistas portugueses.

Falando em Bruxelas, à margem de uma reunião dos chefes de diplomacia dos 27 Estados-membros da UE, o ministro português lembrou que o Irão está a fazer um «desvio do seu programa nuclear civil para um programa nuclear com finalidades militares», pelo que as novas sanções hoje aprovadas na capital belga visam «tornar explícito e persuasivo» que a UE «não aceita o incumprimento de compromissos».

O desejo da Croácia

O «desfecho claro» do referendo de domingo na Croácia sobre a adesão à União Europeia mostra que, mesmo num contexto de crise, os europeus continuam a querer fazer parte do bloco, considerou também o ministro dos Negócios Estrangeiros.

«Nós estamos a viver um período de crise preocupante no euro e muitas pessoas de muitas nações ficam e estão preocupadas com o presente, mas, quando se pergunta aos europeus onde é que imaginam o seu futuro do ponto de vista da prosperidade, a resposta é na União Europeia, e foi essa resposta clara que veio da Croácia», disse Paulo Portas.

O ministro considerou que o «resultado tão claro» da consulta popular de domingo «significa que, mesmo apesar da crise do euro, que preocupa justamente muitas nações e pessoas, há vários países a quererem entrar na UE e não há notícia de que algum queira sair da UE, e esse é um sinal optimista para o futuro».

Os resultados praticamente finais do referendo de domingo na Croácia apontam para uma vitória do «sim» com 66 por cento dos votos, numa consulta que teve uma taxa de participação de 47 por cento dos 4,5 milhões de eleitores.

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