
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português disse hoje, em Lisboa, que Portugal espera que se possa formar um «Governo estável» em Atenas e sublinhou as diferenças entre Portugal e a Grécia.
«Sublinho mais uma vez que Portugal é uma situação diferente de qualquer outra. Temos afirmado, repetidamente, e os factos evidenciam-no: Portugal é um caso próprio e singular. Em Portugal existe um governo maioritário, o que garante o valor da estabilidade. Em Portugal existe um acordo social e procura-se uma ética social em tempos difíceis, olhando primeiro para os mais desfavorecidos. E em Portugal, as opções extremas nunca foram viáveis, e, por isso, o nosso povo é moderado e as opções moderadas são também opções de referência no nosso país», disse Paulo Portas.
O chefe da diplomacia afirmou que Portugal «é um caso singular», sem se referir diretamente aos países que pediram apoio financeiro ao Fundo Monetário Internacional e à União Europeia.
«O que eu sublinho é aquilo que Portugal sempre sublinhou, ou seja: Portugal é um caso próprio, singular que não é comparável nem homologável a nenhum outro e, por isso, prefiro dizê-lo pela positiva. Ou seja, em Portugal há um governo maioritário e o valor da estabilidade é muito importante. Em Portugal há um acordo social e o valor do consenso social em tempos difíceis é especialmente importante, e em Portugal as opções moderadas sempre foram opções de referência e os portugueses nunca tiveram simpatia por opções extremas. É isto que eu digo, pela positiva, sublinhando a diferença de Portugal», afirmou Paulo Portas que espera que Atenas consiga formar um governo «estável».
«Portugal, evidentemente, cumprimenta as autoridades eleitas na Grécia, no âmbito de um sufrágio democrático e desejamos que seja possível, em Atenas, formar um governo maioritário estável porque isso, evidentemente, é do interesse quer da população grega quer do conjunto dos países da União Europeia», acrescentou Paulo Portas.