O candidato presidencial Paulo de Morais disse hoje, em Santa Cruz, na ilha da Madeira, que pretende acabar com o "espetáculo triste e vergonhoso" que é o Estado injetar dinheiro dos contribuintes nas instituições bancárias.

"Se eu for eleito Presidente da República, como espero, jamais haverá orçamentos promulgados por mim em que haja transferência de dinheiro dos contribuintes para os bancos", afirmou o candidato, realçando que o Governo de António Costa "começou muito mal", ao avançar com um orçamento retificativo devido ao caso do Banif.


Após um encontro com o presidente da Câmara de Santa Cruz, Paulo de Morais criticou a banca de retalho portuguesa por ter andado a "fazer jogos" de banca de investimento.

"Ou seja, com o dinheiro dos depositantes, as administrações jogam como se jogassem no casino. Sempre que os negócios correram bem, o lucro foi para os acionistas. Quando começaram a correr mal, o que estava em perigo era o dinheiro dos depositantes", disse, sublinhando que "isto não faz qualquer sentido".


O candidato presidencial afirmou que "os problemas dos bancos têm de começar a ser resolvidos pelos acionistas dos bancos".

Paulo de Morais considerou, por outro lado, que o regime das autonomias está "globalmente bem", mas disse que há "alguns problemas", como por exemplo o caso do Banif.

"É um problema que tem origem essencialmente numa forte ligação do antigo Governo Regional da Madeira ao Banif. O Banif foi muito descapitalizado por erros de gestão e ações menos claras do anterior governo da Madeira", realçou.


O candidato explicou aos jornalistas ter solicitado o encontro com o presidente da Câmara de Santa Cruz, Filipe Sousa, para lhe dar os parabéns pelo seu "ato heroico", ao vencer as eleições autárquicas de 2013 à frente de um movimento de cidadãos, o Juntos Pelo Povo (JPP).

Paulo de Morais disse que esta vitória mostrou que é possível ser eleito em Portugal, sem apoios partidários e sem ligação a grupos empresariais ou económicos.