O candidato presidencial Paulo de Morais admitiu hoje que o resultado das eleições ficou “muito aquém” do esperado mas realçou que o tema que sempre defendeu, do combate à corrupção, “não pode sair mais da agenda política”.
 

“É verdade que o resultado ficou muito aquém do que eu esperaria. Esperava um resultado mais substancial face ao conjunto de causas que defendi durante a campanha”, afirmou o o ex-vice-presidente da Câmara Municipal do Porto num discurso de pouco mais de dois minutos aos apoiantes na sede do Porto.


O candidato, que aproveitou para dar os parabéns a Marcelo Rebelo de Sousa pela sua eleição, destacou que com a sua campanha foi possível “marcar a agenda da própria campanha eleitoral”.
 

“O tema central da discussão durante a campanha foi efetivamente o combate à corrupção o que nos deixa muito orgulhosos”, acrescentou, sublinhando que “doravante, o tema do combate à corrupção não pode sair mais da agenda política, nomeadamente a corrupção na vida pública e na vida política”.


Foi quase em silêncio que os apoiantes de Paulo de Morais viram, às 20:00, os primeiros resultados das eleições presidenciais que hoje deram a vitória a Marcelo Rebelo de Sousa.

Silêncio que continuou até às 21:30 quando o candidato, que se encontrava no primeiro andar da sede no Porto, desceu para um curto discurso aos apoiantes.

Para combater a corrupção, Paulo Morais, de 52 anos, foi o primeiro candidato às eleições presidenciais a oficializar a corrida eleitoral junto do Tribunal Constitucional, escolhendo simbolicamente o dia 01 de dezembro de 2015.

O professor universitário foi, entre 2002 e 2005, vice-presidente pelo PSD na Câmara do Porto, tendo nos últimos anos sido o combate contra a promiscuidade entre a política e os negócios e as denúncias sistemáticas de casos de corrupção - que diz ser o "maior dos males da vida política portuguesa" - que fizeram o candidato ser conhecido do grande público.

Com 3.047 das freguesias apuradas, às 21:55, Paulo de Morais tinha recolhido 2,11% dos votos, ficando à frente de Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira.