O candidato à Presidência da República Paulo Morais afirmou esta sexta-feira que, caso seja eleito, demitirá “por triste e má figura”, um primeiro-ministro que não cumpra com o que se comprometeu durante a campanha eleitoral.

“Um primeiro-ministro que desenvolva uma política contrária ao que prometeu em campanha eleitoral, se violar esse contrato, só pode ter um caminho comigo a Presidente da República, que é o despedimento por triste e má figura”, assegurou à agência Lusa Paulo Morais, à margem da visita que efetuou à Feira do livro, em Portimão.


Para o antigo vice-presidente da Câmara do Porto, durante o mandato de Rui Rio (PSD) entre 2002 e 2005, “de acordo com o artigo 195.º da Constituição, o presidente não só tem o direito, como tem a obrigação de em nome do povo que o elegeu, de demitir o primeiro-ministro e o parlamento”.

Paulo Morais acrescentou que “o combate à mentira política” é uma das linhas de força da sua candidatura, sublinhando que “é necessário que deixem de fazer da política um jogo da sedução, porque quando são eleitos não fazem o que pensaram nem o que disseram”.

“Não podemos continuar a assistir como aconteceu com Durão Barroso (PSD), José Sócrates (PS) e Pedro Passos Coelho (PSD), a prometerem durante a campanha eleitoral que vão baixar os impostos ou pelo menos não os aumentar, mas a primeira coisa que fazem quando chegam ao poder, é precisamente o contrário”, destacou.


Paulo Morais garantiu que vai levar “até ao fim” a sua candidatura à Presidência da República, com a definição de quatro linhas de força: o combate à corrupção, que considera a “fonte de todos os males da sociedade portuguesa”, a defesa da Constituição, o aumento da transparência da vida pública e o combate à mentira política.