"Enquanto candidato a Presidente da República, o que mais me preocupa hoje é a situação em que os portugueses se encontram, completamente desprotegidos, relativamente a serviços de interesse geral ou serviços essenciais como sejam as questões da água, energia, eletricidade e recolha de resíduos que estão entregues a grandes corporações económicas, em regime de monopólio, e sem que as entidades reguladoras sejam efetivamente reguladoras", disse Paulo Morais à agência Lusa à margem de uma visita à Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC).


"O cidadão consumidor fica completamente na mão do seu fornecedor, ainda mais quando as entidades reguladoras em Portugal, verdadeiramente, não regulam coisa nenhuma. São entidades que, normalmente, estão sempre ao serviço do maior ‘player' de qualquer atividade. Na área da energia a EDP controla o regulador, na área das telecomunicações a PT controlava o regulador, etc, etc", acusou Paulo Morais.