«Sou candidato às presidenciais». Preto no branco, é assim que Paulo Morais assume a sua corrida a Belém, que será oficialmente anunciada no próximo dia 18 de abril. 

Em entrevista ao «Correio da Manhã», o docente universitário, ex-vice-presidente da câmara do Porto e que fez parte da Associação Transparência e Integridade, revela que escolheu o «emblemático» cafe Piolho, no Porto, para apresentar a sua candidatura às eleições presidenciais de 2016.

«Depois de uma longa reflexão, entendi que essa era a melhor forma de intervir na vida política em Portugal». «O regime precisa de uma grande regeneração»

Como bandeiras, a prioridade será o «combate à corrupção», «o primeiro de todos os combates». Outro, será agir contra «a mentira na sociedade portuguesa», desde logo, por parte dos políticos que prometem e não cumprem. 

«Quem prometer o que não vai cumprir, só tem da minha parte uma atitude: obviamente demito-o»


No que toca à Assembleia da República, defende que, «neste momento», que haja um «regime de exclusividade» dos deputados:

«Não podemos continuar a ter dezenas de deputados no Parlamento que são simultaneamente deputados e trabalham para grandes grupos económicos que lhes dão tenças bem generosas e, no fundo, é ao serviço desses grupos económicos que os deputados estão no Parlamento; não por lealdade ao povo»


Diz ter «muitos apoios prometidos», sem revelar os nomes. «Espero que eles não fujam». A campanha, essa, será «modesta», promete. 

Outros nomes que têm surgido recentemente, mas ainda como potenciais candidatos, são os de Sampaio da Nóvoa - a TVI sabe que será o candidato apoiado pelo PS - e de Paulo Portas, que diz estar «nem aí» para as presidenciais