O Tribunal Judicial de Oeiras rejeitou a candidatura de Paulo Freitas do Amaral (CDS-PP) por estarem ultrapassados todos os prazos legais para corrigir irregularidades, mas o secretário-geral dos centristas disse hoje acreditar que a lista vai a votos.

O tribunal deu - num despacho datado de 20 de agosto - 24 horas à candidatura do CDS-PP a Oeiras para que apresentasse 11 novos nomes em substituição de 11 elementos que compunham a lista inicial e que, a 16 de agosto, declararam a sua desistência.

Num outro despacho do 1.ºJuizo Cível datado de 21 de agosto, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o juiz decidiu rejeitar a nova lista, uma vez que «não é possível suprir a irregularidade, na medida em que estão ultrapassados todos os prazos legais de suprimento de irregularidades».

Apesar da decisão desfavorável do Tribunal de Oeiras, o secretário-geral do CDS-PP, António Carlos Monteiro, disse estar convicto de que «a lista irá a votos».

«Estamos plenamente convencidos que esta lista cumpre os requisitos legais», afirmou, em declarações à Lusa.

António Carlos Monteiro acrescentou que a candidatura centrista a Oeiras terá a oportunidade de comprovar «nas instâncias judiciais próprias e competentes de que se trata de uma lista regular».

Contactado pela Lusa, Paulo Freitas do Amaral, que é atualmente presidente da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada, «não quis fazer comentários», remetendo para os esclarecimentos do partido.