A Comissão Política Nacional do Partido Popular Monárquico defendeu neste sábado não estarem reunidas as condições para o Presidente da República demitir o Governo e apoiou «o esforço de concertação» entre PSD e CDS-PP para uma estabilidade da coligação.

«O regular funcionamento das instituições democráticas não está posto em causa», afirma o presidente da comissão do PPM, Paulo Estêvão, em comunicado divulgado após a reunião extraordinária deste sábado marcada para tomar posição sobre a atual situação política e para analisar o desempenho do partido ao nível das candidaturas autárquicas.

O PPM salienta, como cita a Lusa, «o esforço de concertação» do PSD e CDS-PP «para assegurar a estabilidade da coligação e a criação de condições de governabilidade que restabelecem a confiança dos portugueses e dos agentes políticos e financeiros internacionais na solidez e confiabilidade das nossas instituições democráticas».

A comissão acrescenta ser «vital» evitar, nas atuais circunstâncias, uma queda do Governo e dissolução do parlamento: «Entraríamos em colapso financeiro imediato e prolongaríamos, através de um segundo resgate, a tutela política e económica internacional sobre o país, que em condições normais finalizará em 2014.»

A leitura que o Presidente da República tem realizado das suas competências constitucionais também merece o «apoio» da comissão, que defende não estarem reunidas as condições para uma demissão do Governo e dissolução da Assembleia da República.

«Nestas circunstâncias, desafiamos a oposição de esquerda - que sustenta que a coligação parlamentar e governamental entre o PSD e o CDS-PP deixou de existir - a apresentar, para ser coerente do ponto de vista político, uma moção de censura (que um dos partidos que integra a CDU ainda está em condições de apresentar na atual sessão plenária) ao Governo da República», lê-se no comunicado.

O PPM acrescenta «lamentar a posição insustentável« em que o PS se colocou nas atuais circunstâncias políticas estando «acantonado numa posição dogmática [a exigência da realização de eleições] que não lhe permite ser parte de qualquer solução que queira evitar ao país um cenário de instabilidade política nos próximos meses».

A comissão salienta que o PPM é uma das quatro forças políticas que governou Portugal no âmbito da Constituição de 1976 e que, mesmo não integrando o atual Governo, a sua posição política é defender a estabilidade política.