O PCP exige que a ministra da Justiça «tire todas as ilações» e «assuma todas as consequências políticas» da decisão da Procuradoria-Geral da República de arquivar o inquérito sobre eventual sabotagem da plataforma informática Citius.

«É uma exigência que a Ministra da Justiça tire todas as ilações do resultado deste inquérito, e assuma, como chegou a afirmar, todas as consequências políticas que se impõem», lê-se em comunicado dos comunistas.

De acordo com o PCP, Paula Teixeira da Cruz protagonizou uma «manobra» que «não foi mais do que uma cortina de fumo destinada a esconder a incompetência do Ministério» e «distrair atenções do verdadeiro fiasco que foi a entrada em vigor da ´grande reforma', com a agravante de difamar e destruir a reputação profissional dos funcionários acusados e constituídos arguidos».

Entretanto, fonte do Ministério da Justiça disse à Lusa que a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça abriu um inquérito disciplinar aos dois elementos da Polícia Judiciária que trabalharam no sistema Citius, com base no relatório do Instituto dos Equipamentos da Justiça.

O inquérito de natureza disciplinar foi instaurado com base no relatório do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), que também motivou o inquérito-crime aberto pelo Ministério Público (MP).

Na segunda-feira, o MP arquivou a investigação instaurada a Hugo Tavares e Paulo Queirós, por falta de indícios do crime de sabotagem.

«O PCP reafirma a sua posição de que esta reorganização não visa servir os interesses das populações e torna mais difícil o acesso à justiça», lê-se ainda no texto, no qual os comunistas prometem «continuará a tudo fazer para alcançar uma justiça mais próxima e acessível a todos, pela dignificação dos profissionais e pela independência dos tribunais face aos poderes político e económico».