O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje a coesão do sistema político-constitucional, considerando que se chegou ao «momento da verdade» para Portugal se afirmar na Europa com uma presença «firme e credível».

«Se estamos comprometidos com o projeto de sermos uma democracia europeia livre e aberta (...), se esse é o nosso desígnio coletivo, então temos de mobilizar os meios indispensáveis para lhe dar seguimento. Este é o nosso momento da verdade», disse Pedro Passos Coelho, no discurso de encerramento dos trabalhos do segundo dia do Fórum Empresarial do Algarve.

No encontro de centenas de líderes empresariais e políticos, que está a decorrer até domingo em Vilamoura, o chefe do Governo recordou as condições que Portugal tem de cumprir para «fechar o Programa de Assistência Económica e Financeira em junho de 2014».

É necessário «recuperar a nossa autonomia e trilhar um caminho sustentável de crescimento e de prosperidade para todos os portugueses», defendeu Passos Coelho, sublinhando que não é coerente querer servir este propósito nacional «sem assegurar os meios para o alcançar».

De acordo com o primeiro-ministro, terão de ser mobilizados todos os meios indispensáveis para dar seguimento ao desígnio coletivo de concretizar um projeto de democracia parceira das restantes democracias europeias e economicamente integrada com elas.

O primeiro-ministro apelou também ao envolvimento do sistema político-constitucional, afirmando que «não se trata apenas de escolhas de um Governo, nem sequer de uma coligação de partidos, mas de escolhas verdadeiramente nacionais».

«Nacionais porque implicam e vinculam todo o sistema político-constitucional, que se revê precisamente na nossa presença na Europa, como Estados-membros de pleno direito da União Europeia e da área do euro».

Segundo Pedro Passos Coelho, mais do que nunca é preciso uma abordagem realista dos problemas coletivos, porque chegou o momento da verdade.

«Este é, portanto, o momento da verdade (...) para mostrarmos que estamos à altura das circunstâncias. Para que quem vier depois de nós possa dizer que fizemos tudo o que era necessário, tudo o que devia ser feito», concluiu.

O primeiro-ministro alertou ainda que os próximos anos serão exigentes, mesmo depois do programa de assistência da «troika'»