O primeiro-ministro considera que o entendimento alargado entre os partidos, sugerido pelo Presidente da República, é «uma necessidade do país», mas admitiu que a disputa interna no PS dificulta que se alcancem «compromissos duradouros».

«Vamos ver em que condições é possível ainda instar o PS para um compromisso de médio ou de longo prazo. O Governo tem sido muito insistente nessa matéria, mas não foi possível até hoje», disse o também líder do PSD aos jornalistas, quando questionado sobre o apelo a um entendimento entre as forças políticas do "arco da governabilidade" feito por Cavaco Silva na cerimónia do 10 de junho.

Para Passos Coelho, o apelo do Presidente da República «corresponde a uma necessidade do país e nessa medida os partidos políticos devem fazer um esforço para ir ao encontro da satisfação dessas necessidades».

No entanto, admitiu o primeiro-ministro, a disputa interna no PS - entre o atual secretário-geral, António José Seguro, e o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa - «não ajuda, evidentemente, a que compromissos duradouros possam ser atingidos».