O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, elogiou hoje o "líder partidário carismático" Paulo Portas, que anunciou a saída da chefia do CDS-PP, e disse ter a certeza de que os centristas encontrarão "um novo caminho de liderança".

O anterior primeiro-ministro falou à agência Lusa a propósito da não recandidatura de Paulo Portas ao cargo de presidente do CDS-PP, para enaltecer "o papel muito destacado" que o ex-vice-primeiro-ministro teve no exercício de funções governativas e partidárias.

"Acho que o país lhe fica a dever uma intervenção muito destacada e competente", considerou. Sobre a escolha do sucessor de Paulo Portas, Pedro Passos Coelho não quis pronunciar-se, mas declarou: "O CDS-PP encontrará, tenho a certeza, um novo caminho de liderança".

Paulo Portas comunicou na segunda-feira à noite perante a Comissão Política Nacional do CDS-PP que não se recandidatará ao cargo de presidente deste partido em 2016, pondo fim a quase 16 anos de liderança iniciados em 1998, com dois de interregno, entre 2005 e 2007.

Em declarações à Lusa, Pedro Passos Coelho referiu-se ao CDS-PP como "um partido fundamental à democracia portuguesa" e "um parceiro privilegiado do PSD", e a Paulo Portas como "líder partidário carismático e alguém que prestou muitos serviços ao país".

O anterior primeiro-ministro quis salientar, neste momento, a forma como o seu ex-parceiro de coligação exerceu funções enquanto líder do CDS-PP e governante, realçando "o papel relevante" que desempenhou na governação conjunta dos últimos quatro anos.
 

O presidente do PSD apontou Paulo Portas como "um dos principais responsáveis por Portugal e os portugueses terem conseguido recuperar a credibilidade e a confiança"


Questionado sobre o futuro de Paulo Portas, Passos Coelho escusou-se a abordar o assunto nesta ocasião.

No final da reunião da Comissão Política Nacional do CDS-PP, já hoje de madrugada, Portas afirmou aos jornalistas que estava decidido a sair da liderança mesmo que o Governo de coligação com o PSD continuasse em funções e disse que conversou com Passos Coelho sobre isso.

"Quero que saibam que se as eleições de 04 de outubro tivessem resultado num novo mandato de Governo da coligação, antes do final eu teria, e sobre isso conversei com o presidente do PSD, com tempo e naturalmente, aberto a sucessão no meu partido", relatou.