O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apelou hoje a uma solução política e diplomática na Ucrânia que salvaguarde a soberania e a integridade territorial do país e condenou a escalada militar na Crimeia.

Esta posição do chefe do executivo português foi transmitida aos jornalistas no final de uma reunião com o primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, à qual se seguiu um almoço entre os dois em São Bento.

«A situação na Ucrânia merece a maior atenção. Os acontecimentos recentes na Crimeia colocam em causa a manutenção da paz e segurança internacional. Portugal continua a acreditar na necessidade de se encontrar uma solução política e diplomática que preserve a unidade da integridade territorial e da soberania da Ucrânia», declarou Pedro Passos Coelho.

Por sua vez, o primeiro-ministro do Luxemburgo, país que preside atualmente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, frisou que «às portas da Europa houve 80 cidadãos ucranianos que morreram» para lutar no seu país pelos ideais europeus.

«Não podemos esquecer isto, mesmo quando criticamos a União Europeia», referiu.

No que respeita ao futuro próximo da Ucrânia, o primeiro-ministro luxemburguês disse que cabe à comunidade internacional garantir as condições de exercício democrático das próximas eleições, através de um processo «com transparência».

«Não cabe à União Europeia, à Rússia ou aos Estados Unidos dizer como se vai passar. Cabe aos ucranianos - e só a eles - decidir a escolha do seu futuro político», acentuou.

Ainda de acordo com Xavier Bettel, a situação atual na Crimeia oferece preocupação e «as regras internacionais devem ser respeitadas por todas as partes».

«O Luxemburgo, na presidência do Conselho de Segurança, tem o objetivo de preservar o diálogo e encontrar soluções pacíficas. O pior que agora podia acontecer seria uma corrida aos armamentos», frisou