A vice-presidente da bancada social-democrata Teresa Leal Coelho sublinhou hoje que o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho renunciou a uma subvenção vitalícia a que tinha direito, o que lhe garante «legitimidade» para discutir o assunto.

«[Passos Coelho] Foi dos poucos políticos que renunciou à subvenção vitalícia. É talvez um dos poucos políticos que tem legitimidade para propor esta medida», disse Teresa Leal Coelho aos jornalistas, no dia em que o Diário Económico noticia que o Governo da maioria pretende cortar 15 por cento das referidas retribuições, eliminadas em 2005, mas ainda válidas para os políticos que já tivessem direito a elas anteriormente.

Teresa Leal Coelho sublinhou que «naturalmente que o PSD concorda que o esforço deve ser dividido por todos e também por aqueles que titulam subvenções vitalícias», e assume que a «título pessoal» apoia a suspensão a 100% das subvenções aos ex-políticos.

«Aguardamos a proposta de Orçamento do Estado. Vamos analisar a proposta detalhadamente, não sabemos ainda quais são os contornos que virão a ser propostos através da proposta de OE e nessa altura vamos avaliar o alcance e extensão que consideramos adequada e com significado orçamental para que todos possam contribuir para este esforço», declarou a deputada do PSD.

As subvenções vitalícias dos políticos foram eliminadas em 2005, continuando a recebê-las quem tinha constituído esse direito anteriormente a essa data.