Pedro Passos Coelho diz que não há nada que o embarace ou que lhe cause vergonha no que toca ao caso Tecnoforma. O primeiro-ministro afirmou na emissão especial da  TVI e da  TVI24 "Tenho uma pergunta para si", esta quinta-feira, que não conhece a investigação nem sabe qual o resultado, no dia em que a Procuradoria-Geral da República confirmou a receção do relatório do inquérito do Organismo Europeu de Luta AntiFraude (OLAF) relacionado com a atribuição de fundos à empresa.

"Quanto à questão da Tecnoforma não sei qual é a investigação nem sei qual é o resultado. Trabalhei na empresa a recibos verdes durante vários anos e durante sete meses exerci funções de administração na empresa. Não tenho nada que me embarace ou cause qualquer vergonha."


Já sobre a polémica em torno da dívida à Segurança Social, o primeiro-ministro esclareceu apenas que não tem "nenhuma dívida". 

Questionado relativamente à hipótese de Paulo Portas estabelecer coligação com o PS, o chefe do Executivo foi perentório: "Nem sequer coloco essa hipótese".

Passos Coelho admitiu que as dificuldades com o líder do CDS foram "reais" e não apenas "politiquice", mas que, ainda assim, o Executivo foi capaz de estabelecer compromissos.

"Tivemos dificuldades que não foram de politiquice, foram reais. Mas o Governo manteve a sua estabilidade e fizemos compromissos. Espero que isso transmita uma imagem de confiança."


Assim, salientou o entendimento de "confiança" entre o PSD e o CDS, mesmo depois da polémica demissão "irrevogável" de Paulo Portas, e frisou que o Governo conseguiu algo histórico: levar uma coligação até ao fim da legislatura.

"Nunca ninguém fez isto: levar uma coligação ate ao fim da legislatura."



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