"Quanto mais à vontade para as eleições o partido socialista se julga sentir, mais os velhos tiques da velha política começam a emergir. É por isso que eu digo, sim paulo portas, nós nestas eleições podemos sonhar com um futuro melhor, andar para a frente, construir em cima do que fizemos"

Passos Coelho usou uma imagem para dar conta daquilo que, a seu ver, o seu governo que teve Portas primeiro como ministro dos Negócios Estrangeiros e, depois, como vice-primeiro-ministro, fez nos últimos quatro anos: "Construímos as asas com que podemos voar nos próximos anos e não queremos arriscar à velha política, demagógica, protecionista, que trouxe o país à bancarrota".

Já Paulo Portas, por sua vez, atirou na direção do que defendeu hoje António Costa: o fim da confrontação política permanente. 

"O Dr António Costa foi hoje almoçar com empresários. Disse-lhes que era pela estabilidade fiscal. Mas se há uma pessoa que não se recomenda para dar estabilidade às leis fiscais [é António Costa]", defendeu.

"Porque com uma mão quebra o compromisso com o IRC, que permitiu atrair investimento e, portanto, envia o investimento para outros países, e com outra mão, mete-se numa experiência perigosa com a TSU em que eu acho que os próprios socialistas já nem acreditam", acrescentou ainda.