As eleições diretas para a liderança do PSD estão previstas para janeiro e o Congresso para fevereiro, segundo um cronograma publicado hoje na página da Internet dos sociais-democratas.

Segundo este «cronograma de próximas iniciativas políticas», em dezembro haverá uma reunião do Conselho Nacional do PSD para a marcação das diretas e do Congresso. Para outubro estão previstas eleições para a direção do grupo parlamentar do PSD.

Fonte social-democrata disse à Lusa que estas informações vão ser transmitidas na reunião de hoje do Conselho Nacional do PSD, no qual será feito um balanço das eleições autárquicas de domingo.

O mesmo cronograma indica novembro como o prazo para o início da preparação das eleições europeias de 25 de maio de 2014, com base num texto intitulado «Mais Europa, Melhor Portugal», elaborado pela direção nacional do PSD.

Pedro Passos Coelho foi eleito presidente do PSD em eleições diretas a 26 de março de 2010 e reeleito a 3 de março de 2012.

Os congressos que elegeram as suas equipas de direção e os restantes órgãos nacionais do PSD realizaram-se a 9,10 e 11 de abril de 2010 e 23, 24 e 25 de março de 2012.

Os Estatutos do PSD estabelecem que «os mandatos dos órgãos eletivos do Partido são de dois anos, contando-se a sua duração a partir da data da eleição».

O calendário de iniciativas políticas do PSD hoje divulgado inclui o Congresso do Partido Popular Europeu (PPE), marcado para 6 e 7 de março, em Dublin, depois das eleições diretas de janeiro e do XXXV Congresso Nacional de fevereiro.

Está ainda previsto que entre novembro e dezembro se realizem «sessões temáticas» sobre o Orçamento do Estado para 2014, que em janeiro arranquem as comemorações do 40.º aniversário do PSD, a realizar até dezembro de 2014, e que em março haja um Conselho Nacional para aprovar o manifesto eleitoral e a política de coligação para as eleições europeias.

O texto «Mais Europa, Melhor Portugal», também divulgado hoje na página da Internet dos sociais-democratas, refere que PSD e CDS-PP acordaram elaborar um manifesto conjunto sobre política europeia e propor aos respetivos partidos apresentar uma lista única ao Parlamento Europeu.

A direção social-democrata considera que o programa eleitoral para as eleições europeias deve responder à questão «Que Europa devemos construir?» e adianta que, em colaboração com o Instituto Francisco Sá Carneiro, vai promover «seis grandes debates» sobre temas como crescimento e emprego, livre circulação, solidariedade ou a estabilidade do euro.