O vice-presidente do PSD Marco António Costa apontou o líder do partido, Passos Coelho, como um «referencial» de ética e de transparência, desvalorizando novas notícias sobre as suas obrigações legais e fiscais enquanto deputado.

«Julgo que os portugueses se habituaram a ter no primeiro-ministro um referencial de comportamento ético e de transparência. Aquilo que posso dizer, em nome do PSD, é a nossa absoluta confiança na forma como o primeiro-ministro enfrenta e encara todas estas situações», afirmou Marco António Costa, à margem de uma reunião com a União Geral dos Trabalhadores (UGT), em Lisboa.

Entretanto, o primeiro-ministro anunciou que vai pedir à Procuradoria-Geral da República que esclareça se cometeu ou não algum ilícito enquanto deputado e prometeu tirar "todas as consequências". Em causa estará o período entre 1995 e 1999 e o seu estatuto de exclusividade ou não e posterior subsídio de reinserção.

«(Passos Coelho) Coloca nas matérias de transparência e na firmeza ética da sua ação uma inabalável convicção. Portanto, não preciso dar conselhos nem de fazer comentários. Deveremos aguardar aquilo que seja a vontade do primeiro-ministro em se expressar relativamente a este assunto», acrescentou o porta-voz do PSD citado pela Lusa.

O PCP anunciou igualmente que vai requerer à presidente da Assembleia da República todos os elementos dos processos de Passos Coelho, enquanto deputado social-democrata, exigindo o total apuramento de responsabilidades políticas e criminais, após a secretaria-geral do Parlamento ter concluído que «não existe» uma «declaração de exclusividade» do líder do executivo da maioria PSD/CDS-PP enquanto parlamentar.