O Conselho Regional do PSD/Madeira saudou este sábado a indigitação de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro, declarando que a situação do país “não está para aventureirismos ou experimentalismos” que coloquem em causa o trabalho feito pela recuperação do país.

Os conselheiros sociais-democratas madeirenses, que se reuniram em Santana, no norte da ilha da Madeira, consideraram que a indigitação do líder nacional do PSD é uma “consequência da inequívoca vitória obtida pela coligação ‘Portugal à Frente’ nas eleições de 4 de outubro”.

“O tempo não está para aventureirismos ou para experimentalismos que podem pôr em causa o trabalho árduo e os sacrifícios realizados pelos portugueses pela recuperação do seu país”, sublinharam os responsáveis do PSD/M.

Os componentes do IV Conselho Regional do partido na região apelaram ao “bom senso e à responsabilidade de todos os intervenientes, nomeadamente do líder da oposição e dos deputados agora empossados”, apontando que esta postura é “fundamental para os interesses do país” e para “manter a estabilidade governativa, a dignidade institucional e o respeito pela democracia”.

Os conselheiros consideraram que a vitória da coligação ‘Portugal à Frente’ representa, por parte dos portugueses, o “reconhecimento pelas circunstâncias extremamente difíceis que este governo enfrentou nos últimos quatro anos e meio”.

“Mas em democracia não há vencedores antecipados e ninguém se pode arrogar dono do voto dos cidadãos”, afirmam, argumentando que “os portugueses optaram pela continuidade e é essa vontade que tem de ser respeitada e acatada por todos”, pois “quem ganha, governa; quem perde, faz oposição”

No entender do conselho regional do PSD/M, “a maturidade democrática não é apenas uma questão de anos de democracia”, sendo também uma “questão de respeito e de legitimidade que os atores políticos devem saber interiorizar, de acordo com a soberania popular expressa em eleições”.

Na opinião dos dirigentes sociais-democratas insulares, “estão reunidas as condições para uma governação de qualidade”, pelo que defendem que “com diálogo, perseverança e motivação é possível ultrapassar as principais diferenças entre os denominados partidos do arco da governação e manter a indispensável estabilidade que o país e os portugueses precisam e desejam”.

Nesta reunião, o Conselho Regional destacou a “vitória eleitoral inequívoca do PSD/Madeira”, visto que partido venceu 10 dos 11 concelhos e em 50 das 54 freguesias, o que dizem ser “um feito digno de realce, ainda mais no contexto em que estas eleições se materializaram”, o que acarreta uma “responsabilidade acrescida” para o partido.

Também elogiam os primeiros seis meses de governação na Madeira pelo executivo social-democrata liderado por Miguel Albuquerque, realçando que “em apenas meio ano de executivo os madeirenses já perceberam que as nossas promessas são para cumprir e efetivar” e que a existe uma realidade regional diferente, com “uma nova forma de estar e de fazer política baseada no diálogo, na concertação e na decisão ponderada”.