O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, lamentou a morte de Vasco Graça Moura, afirmando que este é um «momento de luto para a cultura» portuguesa e «para a vida cívica do país».

«Portugal perdeu hoje [domingo] um dos seus maiores cidadãos», afirmou o chefe do Governo numa mensagem divulgada ao início da tarde, onde acrescenta que foi com um «profundo pesar» que soube morte do presidente do Centro Cultural de Belém.

Afirmando que ambos estavam ligados por «laços de amizade», Passos Coelho lembrou que Vasco Graça Moura deixou um «vasto legado literário, marcado pela inspiração e pela dedicação à língua portuguesa, que enriqueceu como poucos, uma constante procura da identidade nacional e um clarividente pensamento sobre as raízes, a herança política e filosófica e o futuro da Europa».

O primeiro-ministro destacou ainda a sua atividade como «divulgador das letras portuguesas», como responsável por várias e prestigiadas instituições nacionais e o seu percurso político «marcado pela coragem, pela frontalidade e pelo arreigado humanismo com que assumiu a cada passo as suas convicções».

«Por tudo isto, Vasco Graça Moura recebeu em vida as mais altas honras e distinções», acrescentou Passos Coelho, destacando a homenagem que lhe foi prestada em janeiro na Fundação Calouste Gulbenkian.

O escritor e tradutor Vasco Graça Moura, de 72 anos, faleceu ao fim da manhã em Lisboa, de doença prolongada.