O primeiro-ministro considera que os portugueses estão mais descontraídos na forma como o abordam, admitindo que já não se nota a mesma crispação na hora de colocarem os seus problemas.
 

"Noto que as pessoas, na sua relação comigo, estão hoje bastante mais descontraídas, sentem-se mais à-vontade para chamar atenção das críticas. Já não se nota uma certa crispação na maneira como as pessoas colocam os seus problemas: colocam-nos na mesma, mas de uma forma mais descontraída por um lado e, por outro lado, também ouvi coisas mais simpáticas, que nem sempre se ouviam noutras alturas."


Pedro Passos Coelho falava na visita ao recinto da Feira de S. Mateus, em Viseu, onde admitiu que a receção que encontrou foi diferente da do ano passado.
 

"Há diferenças, claro, a base também não é comparável: foi numa hora diferente e num contexto diferente. Mas, noto de um modo geral que o espaço concorrido tem hoje gente mais satisfeita, gente mais solta: acho que deve ser um sinal dos tempos."


Antes, o primeiro-ministro defendeu que o próximo Governo deve prosseguir o “ímpeto reformista”, mas  discordou do FMI quanto a eventuais medidas adicionais para cumprir a meta do défice prevista pelo atual executivo.
 

“Não vemos razão para sermos tão pessimistas como os números que são apontados pelo FMI”, disse o primeiro-ministro, para reiterar que, na ótica do Governo, “não serão necessárias medidas adicionais para que o défice este ano fique abaixo dos 3%”.