O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta terça-feira que Portugal tem acompanhado a situação na Síria «com muito cuidado» e assegurou que o país «não está distraído», remetendo para o Ministro dos Negócios Estrangeiros mais esclarecimentos sobre o assunto.

«Portugal como país que aposta no multilateralismo tem acompanhado a situação na Síria com muito cuidado juntamente com os seus parceiros e não está distraído nessa matéria», garantiu Passos Coelho à margem de uma visita à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) para se inteirar sobre a situação dos incêndios no país.

Portugal condena de forma «veemente» ataques com armas químicas, segundo a nota do MNE

Entretanto, um comunicado enviado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros indica que o Governo português «reitera a sua veemente condenação dos recentes ataques com armas químicas nos arredores de Damasco que causaram inúmeras vítimas civis, agravando seriamente a dramática situação humanitária da Síria».

A «utilização de armas químicas é inaceitável, representa uma grave violação do direito internacional e constitui um crime hediondo», acrescenta a mesma nota.

O Governo português «exige do Governo de Damasco que seja concedido à equipa de investigadores das Nações Unidas acesso irrestrito e seguro aos locais dos alegados ataques por forma a ser conduzida uma investigação profunda e apuradas responsabilidade».

Garante ainda que está a acompanhar - em «estreita articulação com os seus parceiros e aliados» - a situação nas diferentes instâncias internacionais, tendo o MNE estabelecido nomeadamente contacto com o secretário-geral da Liga Árabe a propósito da reunião de emergência hoje convocada por essa organização, segundo relata a Lusa.