O primeiro-ministro ouviu várias queixas sobre o desemprego durante uma visita à Feira de S. Mateus, em Viseu.

Portugal com segunda maior subida da UE no emprego

Segundo a Lusa, uma mulher contou a Passos Coelho que a empresa onde trabalha vai fechar no final do mês. «Não deixe fechar tanta empresa, ponha um ponto final nas empresas a fecharem. As pessoas estão a morrer de fome», apelou.

Outra mulher queixou-se de não conseguir emprego e de estar a ser discriminada por ter 46 anos. «Dizem que já estamos velhas para trabalhar. Mas para a reforma não estamos», lamentou.

Passos Coelho garantiu então que, «desde o início do ano, o número de empresas que tem aberto supera o número de empresas que tem fechado» e que, portanto, Portugal tem conseguido «criar mais postos de trabalho do que aqueles que são destruídos».

Já aos jornalistas, Passos Coelho admitiu que o desemprego é «uma chaga grande» em Portugal, mas assinalou que há países onde a situação é pior.

«Nós estamos a reduzir a taxa de desemprego. Sabemos que muitas pessoas tiveram de sair, como saíram na Irlanda, na Grécia e algumas também em Espanha», afirmou.

O primeiro-ministro espera conseguir dar um «motivo de esperança» aos desempregados.

«Quando se cria um certo clima de pessimismo, as pessoas por vezes afundam-se nele e nós temos a obrigação de não as deixar ficar sem essa esperança de que as coisas possam mudar, quando de facto estão a melhorar», acrescentou.

Questionado se ficará de consciência tranquila ainda que perca as eleições, Passos Coelho disse que não está na altura de pedir o voto dos portugueses.

«Mas isso é um quadro diferente, é um quadro de campanha eleitoral. A obrigação de quem está no Governo, em qualquer altura, é prestar contas daquilo que faz», explicou.