Paulo Portas não resiste em dizer o que faz António Costa de mal: o que faz de mal na campanha, e o que quer fazer ao país. "Uma eleição não é uma guerra. Uma eleição não serve para dividir uma nação". Serve para "expressar uma opinão", primeiro, e depois para saber" pôr o interesse do país acima dos interesses partidários".

É que o PS não percebe, diz em Vila Real, esta noite: "Boas notícias para a economia são boas notícias para todos", sublinha Portas. Então porque "pôr esses indicadores económicos em risco? Trazendo aqueles que já trouxeram o problema uma vez?". 

É sempre a dicotomia: entre eles e a coligação: "Nós somos moderados, não respondam a provocações; somos gente centrada, se outros se esquerdizaram... problemas deles".

No comício com largo cheio em Vila Real, a coligação sente-se em casa, à vontade: e por isso usou o distrito para o balão de ensaio da maioria absoluta. O teste correu bem, a ver pela afluência ao comício, a ver pela reacção do público que ele próprio incentivou Passos a pedir a maioria absoluta. Agora é esperar pela Feira, no comício do Europarque, que é já amanhã, véspera de fim-de-semana, e que as estruturas locais esperam mobilizar de forma a que a noite fique na memória.