O secretário-geral do PCP considerou este domingo em Faro que Passos Coelho confirmou que o empobrecimento «é para ficar», ao advertir que não haverá um milagre económico em maio, com a saída da troika.

«Passos Coelho, ontem, à cautela, veio confirmar que o empobrecimento é para ficar», disse Jerónimo de Sousa, num comício em Faro, acrescentando que com este governo «não há volta atrás» e que a prometida recuperação é para as «calendas gregas».

Perante uma sala cheia de militantes e simpatizantes do partido, o secretário-geral do PCP criticou ainda as recentes declarações da ministra das Finanças, quando comentou os dados da execução orçamental do ano que findou.

Segundo Jerónimo de Sousa, as declarações de Maria Luís Albuquerque revelam o «caráter ardiloso» da política do Governo, mas também «a forma premeditada como pretendeu enganar os portugueses para impor a sua política de empobrecimento».

Segundo líder do PCP, a campanha promovida pelo Governo é uma espécie de «conto do vigário», ao anunciar que, por o país está próximo do fim da «troika», e com isso, o dia da «recuperação» da soberania.

«Tudo fazem para aparecerem como os salvadores de pátria. Eles que pediram e aceitaram, juntamente com o PS, a ocupação estrangeira e a justificaram também com a mesma ideia de que era para salvar o país», afirmou.

Jerónimo de Sousa criticou ainda a degradação do serviço público de saúde no Algarve, lamentando que «falte tudo» no Centro Hospitalar do Algarve e que haja cirurgias adiadas por falta de material.

O líder do PCP observou que o agravamento dos serviços de saúde na região se deve não só à falta de médicos, como à criação daquele centro, alegadamente para melhorar o serviço prestado à população, mas que é «a melhor confirmação de que o Governo mente», concluiu.