Embora também esteja em sintonia com o presidente do seu partido e primeiro-ministro demissionário quanto à "ilegitimidade democrática" da solução de Governo à esquerda, Mota Pinto usou a sua página de Facebook para se expressar ao mesmo tempo contra a ideia de Passos Coelho, elencando três razões.

"A revisão constitucional não deve ser usada como arma na luta político-partidária quotidiana, nem deve ser feita a reboque de uma situação ou caso concretos."

Por fim, "se há proibição de dissolução justificada, é a que está em curso até 5 de abril de 2016, ou seja, a que se aplica nos seis meses posteriores à eleição da AR; ela foi prevista justamente para evitar a repetição a curto prazo de eleições no intuito de forçar mudanças na expressão da vontade popular até se obter um resultado 'adequado', em substituição do acordo entre partidos com representação parlamentar", defende Mota Pinto. 

"As responsabilidades pela atual situação são graves, mas não devem ser atribuídas à Constituição da República."

fora das listas

Hoje, teceu críticas tanto a Passos Coelho como a António Costa. Quanto ao líder do PS, referiu que a solução governativa comBE, PCP e PEV foi "realmente ocultada ao eleitorado e desmentida pelo PS" antes das eleições. E diz mais: "Ela é ainda precária e inconsistente, e contrária à identidade, valores e interesses de longo prazo dos partidos subscritores".