O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje, em Bruxelas, que teria «muito prazer» em apoiar Durão Barroso para um alto cargo na União Europeia, caso o ainda presidente da Comissão Europeia venha a manifestar disponibilidade para tal.

Questionado, na conferência de imprensa no final do Conselho Europeu que indigitou Jean-Claude Juncker para a presidência da Comissão Europeia, sobre a possibilidade de Portugal apoiar José Manuel Durão Barroso para outro dos cargos que ficará vago em breve, Passos Coelho comentou que «é cedo para dizer», até porque desconhece a vontade e disponibilidade do ainda presidente do executivo comunitário, mas destacou as suas qualidades.

«É cedo para dizer. O que posso dizer seguramente é que o dr.Durão Barroso tem uma história muito rica e um conhecimento muito profundo daquilo que é o funcionamento das instituições ao nível da União Europeia, e que, portanto, se ele estiver disponível para ainda exercer algum lugar, tem todas as qualidades e todas as condições para poder vir a desempenhar uma função desse tipo», afirmou.

Passos Coelho disse não poder «acrescentar mais nada», pois «essa não é uma decisão que caiba a Portugal», e apenas ao próprio Durão Barroso.

«Quero apenas reafirmar que, como chefe de Governo, seria com certeza com muito prazer que o poderia apoiar para algum lugar importante no âmbito das instituições europeias, se essas condições politicas vierem a estar reunidas, e se essa for também a sua disponibilidade e a sua vontade», afirmou, reiterando que não se pode substituir ao próprio Durão Barroso «sobre o seu futuro político e profissional».

Poucos minutos depois, e questionado, à saída do Conselho, sobre as palavras de Passos Coelho, Durão Barroso limitou-se a dizer que o seu futuro «não esteve na agenda» do encontro.

«O ponto, hoje, foi a escolha de um novo presidente, o presidente indigitado para a Comissão Europeia, e estou muito feliz com essa escolha», referiu.