O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira que a campanha autárquica do partido foi "um somatório de muitas campanhas", recusando fazer qualquer balanço.

No último dia de campanha eleitoral, Passos Coelho juntou-se ao candidato do partido à Câmara da Maia, António Silva Tiago, tendo visitado o arranque da obra do novo edifício Sonae, e foi desafiado a dizer o que correu melhor e pior nesta campanha.

Não vou fazer essa avaliação, a campanha do PSD foi um somatório de muitas campanhas, simplesmente tive oportunidade de me juntar a algumas delas", afirmou.

O líder do PSD admitiu que terá havido iniciativas que ultrapassaram as expectativas do partido e outras que ficaram aquém, mas deixou essa avaliação para os comentadores.

Os nossos candidatos fizeram aquilo que é suposto, mostraram uns a sua obra, outros a sua ideia para futuro, contribuímos para escolhas verdadeiras", defendeu, recusando-se, uma vez mais, a comentar sondagens.

Eu faço com os nossos candidatos o trabalho para que os resultados apareçam, no dia 1 logo falamos", afirmou.

Baixa da abstenção "era bom para todos"

Questionado se teme que a abstenção possa prejudicar o partido, Passos Coelho respondeu negativamente.

Há muitos anos que é demasiado elevada nas eleições autárquicas, gostaria que fosse menos, era bom para todos, significa sempre que há muitas pessoas que não veem nenhum incentivo para votar e isso é negativo", afirmou Passos, que esteve acompanhado, na Maia, pelos atual e anterior líderes parlamentares do PSD, Hugo Soares e Luís Montenegro.

Sobre a escolha desta iniciativa para o último dia da campanha, Passos justificou-a com a importância atribuída pelo partido "a tudo o que envolve atrair investimento".

Quando o Estado não tem tantos recursos para investir no futuro, é muito importante tratar bem e acolher investimento privado", defendeu.