O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, escusou-se neste sábado a comentar a eventual alteração da medida de coação ao ex-chefe do Governo José Sócrates de prisão preventiva para domiciliária, anunciada pelo advogado de defesa.

“Não farei sobre isso nenhum comentário. É uma matéria que está nesta altura na esfera de competência judicial e não quero aditar nenhum comentário”, limitou-se a responder Pedro Passos Coelho aos jornalistas, no final de uma cerimónia na Universidade Lusíada, em Lisboa.

O advogado do antigo líder de executivos do PS, João Araújo, disse hoje aos jornalistas, à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, que o Ministério Público propôs a alteração da medida de coação de Sócrates de prisão preventiva, decretada há meio ano, para prisão domiciliária.

José Sócrates foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, no âmbito da "Operação Marquês".

Está indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção, sendo o único arguido ainda em prisão preventiva neste processo, depois de o empresário Carlos Santos Silva ter passado a prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, no final de maio.

No âmbito do processo, são ainda arguidos os empresários Joaquim Barroca Rodrigues, do Grupo Lena, Lalanda de Castro e Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o antigo motorista de José Sócrates João Perna.