descida da taxa de desemprego"final muito triste"

"Julgo que fica bem à oposição não lançar poeira para o debate público; fica mal à oposição não reconhecer os resultados. Todos nós gostaríamos que eles fossem melhores. Enquanto existir um nível de desemprego acima de 10% é seguramente profundamente injusto para as pessoas vítimas dessa situação e do ponto de vista da economia nacional é um desperdício"

O recado para o PS continuou: "O Governo não disse que o problema [do desemprego] está resolvido, mas não seria correto transmitir uma ideia falsa de que não estamos a resolver".

Passos Coelho destacou que os 13% de taxa de desemprego aproximam-se "muito já, mesmo", aos valores de desemprego com que o Governo iniciou o programa de assistência económica e financeira.

"O caminho que temos perseguido é positivo e é um caminho que gradualmente nos coloca fora de uma situação de emergência, de stress, de emergência financeira, de emergência social e de emergência económica. Paulatinamente vamos conquistando o nosso direito a ter uma recuperação mais consistente".

Para o primeiro-ministro, os números mostram que "claramente" existe uma recuperação do emprego em Portugal. 

 

Programa da coligação será "previsível"

apresentadas na quarta-feira

O também líder do PSD considerou que a previsibilidade é uma qualidade e que o país a "merece", pelo que não haver surpresas "não é mau". 

Advogou, nesse sentido, uma "recuperação prudente e segura" e um crescimento "saudável e não ilusório" como aquele que, depreende-se pelas suas palavras, entende que o PS propõe.

"Muito me surpreenderia que não houvesse diferenças assinaláveis em relação [às propostas do] PS. Os portugueses sabem o que temos feito e a inha que temos seguido".

Esse caminho, lembrou, é o trilhado no Programa de Estabilidade e no plano nacional de reformas apresentado à Comissão Europeia. É isso, portanto, que os portugueses poderão esperar das promessas eleitorais da coligação.