Pedro Passos Coelho apresenta esta noite, em Lisboa, a sua recandidatura à liderança do PSD - depois de ter escolhido o Facebook para anunciar a decisão - e começa já amanhã uma volta ao país, para ouvir militantes e visitar associações e empresas, sob o slogan "social democracia sempre".

Esta quinta-feira de manhã, numa conversa informal com jornalistas, o presidente do PSD fez questão de dizer que não tem pressa de ir a eleições, mas garante estar preparado para voltar a ser primeiro-ministro.

Passos Coelho diz que não concorda com as prioridades nem com o programa do atual Governo, mas recusa a visão do bota abaixo e insiste que nos últimos quatro anos tentou várias aproximações ao PS.

O antigo primeiro-ministro quer afastar as dúvidas que têm sido levantadas sobra a natureza social-democrata do partido. Já através da rede social que escolheu para anunciar a recandidatura, o ex-primeiro-ministro vincou esse objetivo, quando expressou ser “muito importante" poder contar com a participação dos sociais-democratas porque no seu entender existe a "oportunidade para mostrar que o PSD continua a ser um partido social-democrata, com a capacidade de fazer, transformar o país, mobilizar os portugueses e oferecer do país uma visão ambiciosa".

Passos Coelho candidata-se assim, pela quarta vez, a líder do PSD. Foi eleito presidente no XXXIII Congresso Nacional em abril de 2010 e reeleito em março de 2012. Foi reeleito depois para um terceiro mandato à frente do PSD em 2014.

As diretas para a liderança do partido laranja estão agendadas para 5 de março e o Congresso vai realizar-se entre 1 e 3 de abril, em Espinho.