O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este sábado que existe “uma grande diferença entre propalar certas ideias ou concretizá-las” e que “ninguém tem o direito de destruir o sacrifício que os portugueses fizeram”.

“Ninguém tem o direito de destruir o sacrifício que os portugueses fizeram e de voltar a colocar em risco a possibilidade de podermos sonhar, com os pés na terra, com um futuro melhor”, afirmou.

Num discurso de cerca de 30 minutos, Pedro Passos Coelho fez uma distinção entre o executivo PSD/CDS-PP e a oposição, considerando que “há uma grande diferença entre propalar certas ideias ou concretizá-las”.

O chefe do Governo discursava na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos distritais de Évora do PSD, que decorreu num pátio do fórum da Fundação Eugénio de Almeida, na cidade alentejana.

Num discurso, de cerca de 30 minutos, em que perspetivou o futuro, com mais investimento, mais e melhor emprego e uma economia a crescer, Passos Coelho reconheceu que pode haver quem diga que “não há nada que impeça outras forças políticas de dizer o mesmo”.

“Há uma grande diferença entre propalar certas ideias ou concretizá-las e nós, felizmente, temos a possibilidade de mostrar os resultados que alcançámos e a direção que tomámos”, considerou, indicando que a convicção da coligação é de que este “é o caminho que pode trazer mais prosperidade”.

“Quando fiz aquele discurso, no Pontal, em que disse que a nossa economia ia dar a volta e inverter a tendência recessiva em 2013, durante mais de um ano, escreveu-se que eu vivia alucinado, porque a economia tinha tido um comportamento contrário, mas hoje sabemos que não foi assim e que a economia começou a dar a volta em 2013”, lembrou.

O primeiro-ministro referiu que existe, sobretudo na oposição, “uma preocupação de prometer e oferecer tudo o que acham que as pessoas querem”, enumerando: “a reposição dos feriados, a remoção de todas as medidas, desfazer qualquer coisa que possa representar uma consolidação da mudança” feita pelo Governo.

Do lado da coligação PSD/CDS-PP, frisou que o caminho é diferente, passa pela remoção de “tudo aquilo que são medidas extraordinárias”, porque o Governo não as tomou “por gosto”, mas “sem colocar em risco o futuro” do país e “à medida do que for prudente e possível”.

“Temos pressa de as remover, mas não temos pressa nenhuma de as voltar a adotar. Ninguém quer andar a fazer, como no passado, a baixar impostos para, depois, ir a correr, a seguir às eleições, aumentá-los”, assinalou.

O líder social-democrata disse que não quer “um país que ande aos solavancos para a trás e para a frente, com uma falta de respeito pelos cidadãos e pelos sacrifícios que fizeram”, mas sim “um país que possa construir em cima daquilo que já foi realizado”.

Passos Coelho deixou “uma palavra de confiança e esperança de que o pior já passou”, salientando que os portugueses “já testemunharam as possibilidades de ter uma economia a crescer, com o emprego também a crescer e a possibilidade de ter uma sociedade, progressivamente, menos injusta e mais justa”.