O líder da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), Pedro Passos Coelho, disse esta segunda-feira que o Governo recebeu do PS um país “em bancarrota” e que nenhum governante “aceita afetar o rendimento das pessoas por divertimento” ou “prazer”.

“Qualquer cidadão de mediano bom senso sabe que não já nenhum Governo, nem nenhum governante, que aceite afetar o rendimento das pessoas ao ponto que nós tivemos de fazer por qualquer prazer, por qualquer divertimento”, afirmou.

Segundo Passos Coelho, se o Governo PSD/CDS-PP o fez “foi rigorosamente porque não havia nenhuma outra maneira de um país sem dinheiro baixar o seu défice e a sua despesa e viver com o envelopezinho financeiro que lhe foi entregue, negociado pelo governo anterior”, de maioria PS.

O presidente do PSD e primeiro-ministro, acompanhado pelo vice-primeiro-ministro e líder do CDS-PP, Paulo Portas, falava na terça-feira à noite em Évora, durante um jantar com apoiantes da coligação que concorre às eleições legislativas de 04 de outubro.

Sem se referir diretamente ao PS, Passos Coelho disse que os “adversários” da coligação “detestam” que o PSD/CDS-PP recorde qual o “ponto de partida” em que, há quatro anos, o executivo recebeu o país.

“E, na verdade, temos de o fazer porque tudo o que fizemos nos primeiros anos e muito do que fizemos nestes quatro anos não é dissociável desse ponto de partida”, frisou, questionando se “alguém no Governo teria tomado a iniciativa de manter ou alargar cortes salariais ou em pensões se o país não estivesse em bancarrota?”.

Durante a sua intervenção no jantar, Passos Coelho alertou para o perigo de, na sequência das próximas legislativas, se “voltar à velha política demagógica e protecionista” que levou o país “à bancarrota e aos sacrifícios” dos últimos anos.

Estas eleições, prosseguiu, “mostrarão que, da mesma maneira que não foi um acaso o país entrar na bancarrota, também a recuperação da economia, o crescimento do emprego, o combate às desigualdades e um futuro por uma sociedade mais coesa e vigorosa não acontecerá por acaso, depende da vontade dos portugueses”.

No seu discurso, o cabeça-de-lista da coligação por Évora, António Costa da Silva, definiu como objetivo “não só eleger o deputado”, dos três que são eleitos neste círculo, mas também “ganhar em Évora”.

“Entrámos nestas eleições para ganhar. Primeiro para ganhar o país, mas também queremos ganhar em Évora. Não queremos só eleger o deputado, queremos ganhar em Évora. Évora não pode ficar cor-de-rosa”, afirmou.