O primeiro-ministro anunciou este sábado que o futuro presidente da Comissão Europeia deverá confirmar o nome de Carlos Moedas como comissário na próxima semana.

«Não tenciono apresentar um novo nome, porque o Governo indicou um bom nome para a Comissão Europeia. Julgo que Portugal poderá ter uma pasta que será significativa e que pode ser também importante para as pretensões de Portugal», afirmou, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Passos Coelho admitiu que o Parlamento Europeu «deverá avaliar o número de mulheres que poderão ocupar pastas na Comissão», mas tem «a expectativa que a lista venha a ser confirmada».

«Não vejo nenhuma razão para que Carlos Moedas enfrente qualquer problema particular», reforçou.



O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, alertou este sábado, também em Bruxelas, para o risco de a próxima Comissão Europeia ser rejeitada pelos eurodeputados por falta de mulheres na sua composição.

«Precisamos de mais mulheres», disse Schulz, na conferência de imprensa que encerrou o seu encontro com os líderes dos 28, no âmbito do Conselho Europeu.

«Uma Comissão sem um equilíbrio de géneros adequado pode não conseguir garantir uma maioria no PE e ser rejeitada», adiantou.

«Todos têm que assumir as suas responsabilidades. Se a nova Comissão integrar menos mulheres do que a atual, há um grande risco de falhar a maioria no Parlamento», reiterou.

O futuro presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu aos Estados-membros que indiquem mulheres para o executivo comunitário, mas são ainda poucas as designadas pelos 28.

O PE advertiu já por diversas vezes que chumbará um executivo com uma representação feminina inferior àquela verificada na «Comissão Barroso» (nove mulheres).

A 1 de agosto, o Governo anunciou que escolheu Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, para integrar a «Comissão Juncker», restando saber que pasta lhe será atribuída.