O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enalteceu esta sexta-feira a obra universal e extraordinária deixada por Manoel de Oliveira, que morreu quinta-feira aos 106 anos, considerando que os «portugueses sentem hoje um aperto muito grande» com a partida do cineasta.
 

O adeus a Manoel de Oliveira


Pedro Passos Coelho foi uma das muitas individualidades presentes hoje na Igreja do Cristo Rei, no Porto, nas cerimónias fúnebres de Manoel de Oliveira, tendo no final dito aos jornalistas que tinha estado presente para «prestar uma pública homenagem, não apenas ao grande cineasta que foi Manoel de Oliveira, mas, sobretudo, também à grande figura da cultura portuguesa que ele tem representado para Portugal ao longo de muitos anos».

O primeiro-ministro afirmou que o cineasta teve, «felizmente, uma vida longa, cheia e muito tempo com a sua família para nos legar uma obra extraordinária», considerando que a obra de Manoel de Oliveira «é universal e nesse sentido com muito da cultura portuguesa está desligada daquilo que foi a sua vida contingente e estará muito para além dos tempos que vivemos», que dá um orgulho e um brio particular aos portugueses.

«Tenho a certeza que todos os portugueses sentem hoje um aperto muito grande por saber que ele partiu. Era praticamente alguém da nossa família e que fazia parte da nossa cultura mas sentem também um orgulho muito grande por ter tido entre os seus maiores uma personalidade com as suas características que foi apreciada em todo o mundo em vida e tenho a certeza que continuará a ser depois deste dia», disse.

O realizador português Manoel de Oliveira morreu quinta-feira aos 106 anos, no Porto.

Manoel Cândido Pinto de Oliveira, nascido a 11 de dezembro de 1908, no Porto, era o mais velho realizador do mundo em atividade.

O último filme do cineasta foi a curta-metragem «O velho do Restelo», «uma reflexão sobre a Humanidade», estreada em dezembro passado, por ocasião do 106.º aniversário.