O Presidente da República reúne-se esta segunda-feira com o presidente do PSD e líder da coligação Portugal à Frente, Pedro Passos Coelho, a quem incumbiu de desenvolver diligências para constituir uma solução governativa que assegure a estabilidade política ao país. O encontro ocorre depois de, na última semana, a hipótese de uma aliança à esquerda entre o PS, o BE e o PCP ter conquistado terreno e de, no domingo, Passos Coelho ter desafiado António Costa a dizer, com clareza, se quer integrar Governo.

De acordo com a agenda de Aníbal Cavaco Silva, a reunião com Passos Coelho ocorre às 11:30 e acontece um dia antes de o chefe de Estado começar a receber os partidos políticos que elegeram deputados nas legislativas de 4 de outubro.

Dois dias depois das eleições, Cavaco Silva recebeu Passos Coelho em Belém e, após o encontro, anunciou que tinha encarregado Passos Coelho de desenvolver diligências para avaliar as possibilidades da constituição de uma "solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do país".

“Tendo em conta os resultados das eleições para a Assembleia da República, em que nenhuma força política obteve uma maioria de mandatos no parlamento, encarreguei o doutor Pedro Passos Coelho de desenvolver diligências com vista a avaliar as possibilidades de constituir uma solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do país", afirmou na ocasião o chefe de Estado.


Numa  comunicação ao país, Cavaco Silva reiterou também que não se substituirá aos partidos no processo de formação do Governo, mas sublinhou que este "é o tempo do compromisso", em que a cultura da negociação deverá estar sempre presente.

A Constituição da República estabelece que o primeiro-ministro é “nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais”.

A PàF venceu as legislativas de 4 de outubro sem maioria absoluta e obteve 107 mandatos (89 do PSD e 18 do CDS-PP). O PS elegeu 86 deputados, o BE 19, a CDU 17 (dois do PEV e 15 do PCP) e o PAN um.