Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e António Costa vão voltar a reunir-se, esta terça-feira, às 18:00.
 
Desta vez não será na sede do PSD, mas sim no Largo do Rato, que as delegações dos três partidos vão reunir-se já para falar de aspetos específicos dos programas de governo.
 
Tanto a PAF como os socialistas mantêm silêncio sobre as propostas enviadas pela maioria que em mais de 20 pontos vão ao encontro das medidas do PS, mas, na última reunião, Passos Coelho já havia dado a entender que as cedências podiam passar nomeadamente pela aceleração da devolução da sobretaxa do IRS e pela reposição mais rápida dos salários e das pensões.
 
Os olhos estão assim postos no que vier a sair do encontro das 18:00, numa altura em que todos os sinais apontam para um possível acordo à esquerda que permita aos socialistas governarem em minoria, com o apoio parlamentar do PCP, Verdes e Bloco de Esquerda.
 
As negociações estão agora a entrar no capítulo decisivo, com as equipas técnicas dos partidos a irem para o terreno, já para discutir medidas concretas.
 
Esta terça-feira, vai começar a partir-se pedra com o PCP. Amanhã, é a vez do Bloco, sendo que aqui já há pontos concretos em cima da mesa.
 
Ao que a TVI apurou, os bloquistas não aceitam o congelamento das pensões, mas podem aceitar uma descida da TSU dos trabalhadores, desde que seja compensada a perda de receita na Segurança Social e que essa descida não implique pensões mais baixas no futuro.
 
A reestruturação da dívida não entrará nas negociações, mas o BE pode propor que seja criado um grupo de trabalho para estudar a sustentabilidade da dívida portuguesa.
 
A esquerda está assim a trabalhar para ver se é possível um acordo de governação para quatro anos, que fique escrito e com regras muito detalhadas.
 
António Costa já admitiu que gostaria de ter uma avaliação final dos encontros até ao final da semana. Antes disso, na quinta-feira, o líder socialista vai a Bruxelas para um encontro dos partidos socialistas europeus, ocasião para também perceber melhor o que pensam os parceiros sobre um eventual governo PS, apoiado à esquerda.