Pedro Passos Coelho utilizou o debate da moção de censura apresentada pelo partido ecologia «Os Verdes» para lançar um novo apelo ao Partido Socialista, tendo em vista a negociação para um compromisso de salvação nacional, como sugeriu o Presidente da República.

Pedro Passos Coelho falou diretamente do processo de conversações que está em curso entre estes três partidos, com vista ao que Cavaco Silva chamou de "compromisso de salvação nacional", durante o debate da moção de censura do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), na Assembleia da República.

«Esta é a oportunidade para o PS fazer uma separação de águas. É o momento de o PS mostrar que sabe assumir a responsabilidade de contribuir ativamente para a resolução dos problemas nacionais e de ultrapassar as suas hesitações. Não reconhecer a importância histórica deste momento seria desiludir o legado do PS como um partido da integração de Portugal na Europa e como um partido com um papel importantíssimo na fundação da nossa democracia», argumentou no discurso que fez no início do debate.

«O país precisa de um PS que, como partido que aspira a governar, não acalente a fantasia de uma súbita e perpétua vontade de o norte da Europa passar a pagar as nossas dívidas provavelmente para sempre. O país precisa de um PS que aceite o convite do senhor Presidente da República para lançarmos as bases concretas e realistas do nosso futuro coletivo», acrescentou.

«Força e coesão» da maioira

«À quinta moção de censura iniciada pela oposição nos últimos dois anos, o Governo responde como sempre respondeu: com confiança na força e coesão da maioria parlamentar que o apoia», disse ainda Pedro Passos Coelho.

Segundo o chefe do executivo PSD/CDS-PP, «a força e coesão da maioria parlamentar resultam de um processo de compromisso permanente, de um diálogo constante e da resolução franca e aberta das divergências, quando elas ocorrem» e, «mais importante do que isso», essa «coesão» tem como base a disposição e o projeto político dos partidos da coligação.